55Scal5's profileScal5PhotosBlogListsMore ![]() | Help |
|
November 27 Desejos estranhos
November 26 Apenas só e....procurando
November 16 MORTE DE UM ANJOQuando eu volto, abatido pelo tempo... Meu corpo um saco de ossos, quebrado por dentro. By John Donne
Houvera um tempo em que vagava livre, leve, solta por entre minhas próprias fantasias e sonhos – (privilégio e arrogância de quem não foi tocada pela inconseqüência do bicho humano) Abandonava-me sem medo... (tolice de quem é inocente) – em meu santuário seguro onde palavras e risadas não sangravam meus ouvidos... Tudo era silêncio, mas não o era frio.
O verão chegou e tudo mudou... Ora, as imagens são desfocadas, Ardem-me as costas O coração bate forte, Grito de fora do santuário - A porta está trancada...não há volta! Ainda que pressione meu rosto (meia vida...ou sem vida) Contra o gélido vidro da janela, Ninguém escuta – fui banida! Corro, corro Punhos fechados rasgando as folhagens do Pântano Tentando sair ...sufoco-me no denso negro da hipocrisia serão os galhos retorcidos da mentira? trancas e portas fechadas... meu Santuário está perdido, minh’alma está vazia Agarra-me a apreensão e terror, Meu corpo cambaleia, se contrai e cai... Meu último pensamento?!? “- Fantasia Infantil...a felicidade nunca existiu” E aí, finalmente, compreendi que havia morrido! Por que eu fora ali mesmo?!? by 55scal5 November 15 E entao tudo muda
Quem vai dizer ao coração que a paixão não é loucura, Apaixonei-me por um gesto de ternura... Sem palavras para falar, apenas com um leve tocar...
E, por Deus, como custou abandonar! A vida passou então num instante, Instante tão pequeno que foi pouco para sonhar... Ainda não consigo explicar, porque quando a gente ama... Simplesmente ama...até que num instante tudo apenas muda!
July 22 meu trajeto
Porque hoje descobri que meu trajeto CONTINUA SOLITÁRIO... IMERSA NUM SER DE VIDINHA PRONTA, MERA ROUPAGEM, QUE TODO DISSIMULAR ENGANA Sou Apenas uma miragem...
DESEJO DE ‘UM’ QUALQUER PULSAR BUSCA INSÓLITA E ERRÔNEA FADADA A JAMAIS ENCONTRAR NEM TÃO A ACHAR! insossa imagem.
SUBMERSA EM SONHOS VIVOS, NÃO SATISFEITOS sou AINDA VIAJANTE DE PENSAMENTOS INSÓLITOS, SOLTOS... MIL FANTASIAS... E ATRAVESSO A VIDA COMO ANDARILHA, ALMA resta VAZIA, ENVEREDANDO-ME sempre por Névoas Frias... Indiferente ao calor do sol, cores e fragrâncias É ASSIM QUE TRANSCORRE MEU DIA, Minha mais perfeita rotina!
Triste sorte de fantoche Cujo grito ninguém ouve... Que buscou na brisa um certo alguém... Que veio e depois partiu...longe E, aí ela, descobriu que contra o tempo – Cativeiro da morte, nada nem ninguém pode...
frustação
E eu estou sempre a pensar na vantagem que se há do muito amar alguém que tão longe está... que meus sonhos continua a povoar, mas que sequer posso tocar e que, talvez, não ande a imaginar o que no meu dia-a-dia estou a passar...
E eu estou sempre a ocultar o vazio que na minh’alma há porque, no fundo, presença viva – assim de mim próxima não ando a encontrar para comigo dividir e partilhar sentimentos e sensações do meu particular.
E eu fico sempre a lamentar porque nunca posso expressar o que impressões e ofensas estão a causar no meu brio tão peculiar. O quanto elas andam a me magoar, o tanto que me põem a chorar, Ainda que eu esteja bem a disfarçar!
Mas é que sinto vezes que não se pode enumerar que estou em vias de me fartar de para toda gente dissimular que meu coração não quer parar, que não está mais sangrar... Tal qual ferida aberta a latejar, hemorragia interna que não se pode estancar...
Bem eu sei quão triste é este pensar... É, inclusive, com grande pesar que me vejo sempre a cogitar se a sentida solidão que me está a rodear, sem descanso, sem cessar, não haverá de vencer-me e eu vir a fracassar.. Afinal, não extravasar está realmente a machucar!
De modo que embora eu tente me controlar, Não me permitindo angustiar, eis que existe este meu AMAR, encantador viajante d’além mar, que é ímpar e a mim veio ensinar a voar, flutuar e sem limites sonhar... sem nada pretender ou me cobrar;
Ainda assim, há momentos que o mero lembrar das bocas que estiveram a beijar dos braços que estiveram a aninhar da pele que esteve a roçar, dos corpos que estiveram, mutuamente, a se extasiar... não conseguem suplantar o quanto a carícia daquele teu olhar está a me faltar!
Eu sei que não posso me queixar... que a emoção sentida outrora deveria me bastar... Eis que tua doce voz sempre está a me consolar: “Meu amor, podes esperar... Corro logo a voltar.” Na verdade, até a razão me manda calar deste meu constante amargo reclamar.
Todavia, não é só a alma que se prima em gritar, Não é só ela que um lamento deixa escapar Também meu corpo suplica pelo teu voltar... Porque paz não consegue alcançar Um sequer lugar... Para o meu ser repousar... Tal qual, outrora, ele esteve a se refugiar... Dentro de um paraíso sem par
Portanto, mesmo querendo explicar tudo o que a sensatez está a me determinar, não sou mais eu a dominar... Estão meu corpo e alma a subjugar todo o meu talento na arte do raciocinar... suprimindo de mim qualquer tipo de alegrar porque tu estás a me faltar!
July 01 Saindo pela tangente
Enquanto a alma de todos sucumbe à noite, numa paz despretensiosa, numa calma aparente...seres transparentes. Enquanto, tranqüilo, tu dormes Eu ouço o canto triste do silêncio que ecoa, como um vulto daquilo que, outrora, em mim foi...ardente e minhas lágrimas vazam soltas... escorrem sobre minha pele, quentes porque não te sinto mais presente... E os meus pensamentos vagueiam para longe Escoam livres, sem registrar o tempo, Deslizam pelas trilhas da saudade... Fugindo pela tangente De toda e qualquer razão Tolos pensamentos...esses meus Pensam que eu não os compreendo, Não os sinto, não os vejo Correndo loucamente atrás daqueles momentos...tantos sentimentos! Tantas entregas, doces promessas Não haveria partidas... Tua falta eu não sentiria... Meu coração ainda palpitaria Porque eu sorria o teu sorriso E viva, eu acordava No meio da madrugada escura Só para ouvir teu respirar. E de amor perdida, nua Tua imagem eu tocava... Sublimes instantes de magia, em que meu corpo se aquecia com um leve roçar... com um simples beijar...Teu e eu ouvia o cantar do rouxinol na noite fria... A mais perfeita das melodias O sono não vinha... Nem eu o queria Eu, tu..nós...minha fantasia Súbito minh’alma acuada se isola. Meus pensamentos estão de volta... TIC, TAC, TIC, TAC...anuncia o relógio Os raios primeiros de uma nova manhã O “karma” de minha rotina que retorna Diante de mim o mundo roda e gira Indiferente à minha melancolia... Cuidadosa, carinhosa Tu, teu cheiro, teu jeito – tranco novamente Na memória. Logo mais a noite chega. Eu, tu...minha mais bela fantasia...Tão simples te amar meu amor.
Outros Tempos
Bem ciente estou de que nossos caminhos não se cruzaram num trecho qualquer da estrada quando estávamos a aprender aquilo que vida ia nos ensinar sobre nós, sobre o mundo Sobre tudo... Eu sei, consciente sou. éramos dois...nada de um!
Bem sei, que não fomos um no tempo dos recatados encontros nem foram meus os teus primeiros beijos, nem foste tu meu primeiro desejo. Não nos fitamos nos extremos das garagens, das janelas, nem das praças de passeio. Não foram nossos bailes os mesmos Não encostamos nossos rostos ao som da música lenta, apaixonados...
Bem sei que, juntos, nunca ouvimos aquele som rebelde dos ‘rockeiros’ que marcaram época, que nos encheram de sonhos, saias curtas, jaquetas de couro, famosos “anos dourados”... Não nos olhamos sorrateiros atrás das regras sociais, buscando um romântico encontro escondido de nossos pais...
Bem ciente estou de que no tempo dos “drive in” dos cinemas escuros, dos inúmeros bares carícias afoitas não trocamos, um com o outro... nem nossos desejos revelamos um para o outro... porque éramos dois e não tínhamos um mundo... era um meu, era um teu...não era um só!
Bem sei que não fomos um, nos momentos dos grandes eventos, que moveram os homens que mobilizaram, nós, jovens! É sei que não fomos um, no tempo dos televisores branco e preto... que nos mostraram tantos desenhos que nos deram os heróis primeiros!
Eis que naquele tempo Não éramos um... Ciente estou que, próximos, não crescemos, sequer partilhamos medos iniciais ou os segredos que a vida carrega quando a vivemos a dois.... Alegrias e tristezas passamos, mas não as dividimos entre nós. Desfrutamos de nossa própria essência, separadamente, entre fronteiras distintas e nos maravilhamos com tantas coisas amigos, carreira...com a família que criamos...
Cada qual num mundo seu... Eu, tu – dois corpos imersos Num imenso oceano azul gotículas de uma mesma esfera, viajando em rotas alternadas em trilhas paralelas, definidas pelo destino. Tudo isso eu realmente sei... Mas percebo também Que nada vem ao acaso Se nascemos foi para sermos um... Eis que o Universo, No tempo certo Colocou-nos lado a lado E fez-nos sentir... amor... um pelo outro! Então não me importa Se eu não fui tua primeira namorada Nem tu, minhas lágrimas no passado Basta-me que sejamos neste momento Como sinto que tu e eu somos...dois corpos em um. Eu te amo May 24 SILVIA
E eu esperei e esperei, Horas a fio...anos e mais anos Incontáveis alegrias e tristezas Inexplicáveis idas e vindas Fingindo que os sentia e os vivia – Exuberante e satisfeita... E cresci. Formada mulher - da alma de adolescente, naturalmente excêntrica romântica e rebelde, não me desfiz... Antes ofusquei, escondi Aquela esperança silente Certeza calada no fundo da alma que o amor acontece de repente... Tão brilhante e ardente Como o dia que amanhece Tão transparente e exigente Como a noite que adormece... Eu tão importante... Tão imprescindível amante como a Silvia da minha Música...aquela de Presley
E eu esperei e esperei... Mais velha, eu vi o tempo passar e os anos chegarem... e senti o peso das horas até que, por fim, a fantasia daquele amor que “nunca se perde” apenas se recria em nós e cresce se perdeu... Porque dos homens com quem flertei do homem por quem me apaixonei, aqueles por quem se perdeu minha lucidez e se acendeu minha insensatez, nenhum foi capaz de descobrir que eu era a mulher da minha música...a música de Presley era de todo especial, embora extravagante, impaciente, mas melíflua e doce, dir-se-ia tão doce que só me desejar não seria suficiente...devia estar presente!
Tal não se deu...
E é, por isso que Ainda faz parte... Das minhas solitárias Noites e tardes, Perder-me e Encontrar-me em mim mesma, Devolvendo o coração ao silêncio Frio e inerte de mim mesma para Manter acesa a esperança forte de que o amor acontece de repente...e que neste dia...a Silvia da música a música de Presley (que não morreu) alguém saberá que sou eu – presente. (Abril - 1994)
April 13 Desfrutar IVDoce... alma fragmentada
Suave... mulher apaixonada
Rendida à magia dos teus beijos
Fêmea perdida e achada
Por teus lábios secos aveludados,
insistentes e perigosos
que percorrem lentamente a auréola
do seio oferecido ao sacrifício,
arrancando-me soluços calados...
Lábios macios...
sedutores e famintos,
que sugam a ponta dos mamilos
entumescidos e rijos
Gemidos... murmúrios...
Arrepios... Sussuros...
Misto de prazer e dor,
Delírio de amor!
Corpos perfeitos.
No amor sem defeitos...
Dentes sem força...
torturam a carne
Unhas longas
rasgam, arranham
Tua pele
Ponta da língua...
Atrevida
Leve...
Passeia, lambe, lambuza
Minhas mãos conhecendo
a geografia da tua pele,
alheias a qualquer pensamento.
Meus lábios descendo
pelas trilhas que desenham teu relevo,
viajando pela topografia da tua carne,
rumando ao teu ventre,
A ponta dos dedos...
Para ti, sublime deleite,
tocando-te,
provocando-te
enlouquecendo-te
são indecentes...
A palma das mãos,
em lenta progressão,
por caminhos indecifráveis.
Invade
com gradativa obssessão,
teus terrenos invioláveis.
Penugens...
Rubro-negras nuvens
dos braços...
do dorso...
das pernas...
das costas...
das coxas...
arrepios na nuca,
beijo na boca.
Teus sentidos se aguçam,
submergem nas águas profundas...
da minha tua gruta
Calor,
Fervor,
Insano ardor,
loucura por fazer amor
teu corpo, o meu - estão tão quentes...
ao toque se sente
Cheiro de fêmea...
Suor de homem...
fragrância...
odor...
Prazer.
Dor.
Sabor.
Resfrescância.
Membros, corpos e mentes –
todos presentes
Não há rimas ou cor,
Tu te delicias
Geometria, retas ou tangentes.
Eu, só suspiros...
Que importa qual nome tenha
Que importa que sensações se despertem...
Basta-me saber que um dia estivesses em mim
e que te mantens assim...
tão dentro em mim!
Meus versos...não sei bem sei o que são, mas são teus!
Todo dia dar-te-ei um verso novo
Toda noite para ti formarei uma nova estrofe
até que a nossa poesia seja perfeita e plena!
E assim farei por longos e muitos anos...Tudo porque EU TE AMO...
Mas não te preocupes !
É melodia que tanto poderá restar só na minha mente, como se materializar verdadeiramente...
Juntando-nos como um belo par.
Nada há para se questionar.
Pois, eu bem sei que, no fundo, sempre te amei...
desde o tempo em que não eras mais que uma sombra e povoavas meus desconexos sonhos,
eis que neles eu já percebia existir uma juvenil alegria, despretensiosa e desinteressa,
que despertar-me-ia para todo um mundo de histórias, aventuras e fantasias.
Como vês, amor, devo realmente me desculpar...porque todos meus versos – escritos em prosa ou poesia – os do ontem, os de hoje e aqueles do amanhã te pertecem e assim permanecerão... haja vista que em todo tempo eras tu a minha sorte – promessa feita num momento qualquer, muito antes do que eu, do que tu e principalmente, do que nós. Como será ?!? Quem saberá...Tenho, inclusive, que corremos o risco até de já ter sido.
A ÚNICA CERTEZA É A SUA EXISTÊNCIA. SE EM TERMOS FÍSICOS OU METAFÍSICOS -, BEM SE A CIÊNCIA NÃO EXPLICA... DEIXEMO-NOS LEVAR PELA VIDA...O QUE HAVERÁ DE SER SERÁ. pois O AMOR SEMPRE FOI, SEMPRE É E SEMPRE SERÁ ! EU TE AMAR é FATO INCONTROVERSO... que foi pré-determinado, seguindo a ordem natural e universal das coisas.
April 01 INDECIFRÁVEL DESTINOCometemos nós algum desatino seduzidos, talvez, por algum feitiço??? Afinal, tudo não é parte de um jogo?? Definido ao bel prazer do destino e do qual nada mais do que coadjuvantes somos, como já o foram os tolos ou não tolos... Manobra do Universo Imperioso que utiliza do homem e da mulher a libido para um combate corpo a corpo, cheio de luxúria, lascívia e carnal desejo...
Aos seus escolhidos não permite livre-arbítrio, sequer retorno é lícito... Amor ou dor? Depende de cada risco natalício, Que segue o traçado lógico do Cosmos-Formador, que alheio aos nossos anseios físicos, alinha os ponteiros do futuro em sigilo, Sem que nenhuma força possa se opor! É mera questão de equilíbrio...
Mas, então, o que será de nós??? Desceremos ao fundo do poço? Ou nos impeliremos à magia de um vôo?!? Sentimos antes...sem nada definirmos... E agora condenados estamos... uma paixão desenfreada marcou-nos, Riscou-nos com dedos de fogo, Transformou-nos em escravos Passivos de um algoz carrasco: AMOR!!!
Um tão nobre sentimento para os românticos... Mas, que para nós, ora oprimidos pela distância que nos confina e obriga à solidão forçada, ao silêncio e ao frio - sem carícias, ousados toques, um só carinho que transformava o fervor, todo o ardor de nossos corpos em frescor para nossa alma... Outro nome não se pode supor senão o de implacável TORTURADOR
Erraste tu??Errei eu?? Na verdade, que sei eu?!? Bem, certo, que algo sei... Exatamente o que...não sei Por ora apenas sei que me libertei e ousei... e muito eu te AMEI e assim continuo...eu sei Sobre futuro?!? Nada direi pois não sei. Mistério angustiante mas acima de tudo fascinante...
March 23 Menino sorrisoDeslizo sobre os lençóis, supirando sedutora Na cama em desalinho, marcas de ternura da paixão, de nossa loucura Observo-te, silencioso, a lua por testemunha E penso: “Desfrutável silhueta nua, Poder de homem em corpo de menino Rosto de criança tão tranquilo Entregaste-te sem reservas... Sem máscaras, sem fachadas!
Subjulgado foste pelos meus lábios doces e macios, Um quê de pureza selvagem exalava-me do íntimo convidando-te para uma nova viagem: ‘Vem, não tens porque temer, juntos alçaremos outros horizontes... onde não alcançou nossa mente voaremos longe... para um recanto de música e cores mescla de brisa, ventos e belos sonhos!
Coragem e fé suficientes tu vieste...seguindo-me a voz, soltas as rédeas, correste lindo, leve e livre... para uma segunda chance de sorveres das águas da fonte - elixir do sentir e viver que nasce em desconhecida foz e onde nunca se morre...
E, assim, vagamos Num mundo maravilhoso Ora dragados por um terrível monstro, Ora carregados nas asas de um anjo... Lançados num espaço de paz acolhedora que nos envolvia dominadora Tal qual o mar a engolir os que se arriscam Por entre suas ondas acalentadoras, Inconscientes do inusitado perigo, de perdidos navegarem por uma vida toda atrás de um qualquer tesouro...
Mas não o nosso... No nosso havia o melhor do ouro Corpos unidos, almas juntas Demos vazão um ao outro E razão a nossas fantasias loucas... Liberamos o fértil da imaginação e as respostas aos nossos anseios, de forma tresloucada, chegaram ao nossos corações...
Num combate físico adentrarmos na vida – crua e nua e em todos os seus vãos E lacunas... Sentimos prazeres múltiplos Únicos Dor e amor – mistura...pura Carnal desejo, cheio de lascívia E luxúria... E, por fim, do ardor febril que o corpo nos punia pelo constante estado de solidão... Restei eu, restaste tu - ambos saciados – Novo frescor na alma Que apenas se sente agraciada... Amo-te...simples assim: Eu te amo...
March 17 BOBAGEM FINGIR...
Desde que te conheci, Desde que te vi, E tua voz ouvi... Renasci
Não sei...
Coisa assim jamais senti! Tornei-me uma louca De paixão me perdi... E como que envolta
Aconteceu. Não sei...
Num instante, eu me traí. Meu coração não cabia em si... E eu me concedi, Toda para ti...
Como?!? Não sei...
Antes de ti, sempre fugi... Mas me tinhas ali, De ti nada escondi, porque te quis... Meu corpo queria descobrir
E tal foi e eu, agora, sei...
Que contigo eu me expandi ainda que o desejo já habitasse em mim Que no teu olhar eu me permiti Dizer sim a mim e a tudo que estava por vir...
E eu sei que fui feliz...
Sabendo que haverias de partir... Já sentindo uma ferida se abrir... Uma lágrima cair, o grito triste tendo de engolir...
Eu bem sei....
Porque, no fim, Contra o destino não se pode ir Ansiosa, não me reprimi... E sentindo-te e a mim, vivi... E se dói??? Sim, mas e daí?? Continuo feliz... Pois percebi que haverei de chorar para depois sorrir March 06 CONFISSÃO
Bem o sabes quão fértil é minha imaginação... Nela nunca houve bloqueios, restrição, Limites... sequer impus condições. Fonte constante de minha inspiração Levava soltos meus dedos a novas criações E, eu escrevia e compunha versos em toda estação, Sem lá grandes preocupações, conseguia rimas e entonação...
Mas, eis que de longe vieste e me deste atenção, Despertaste minha mais pura afeição e então tudo mudou...Algo como um vulcão em erupção, Fez minha vida mudar de direção... Triste ou feliz constatação?!? Não sei... em mim reina uma imensa confusão... Na verdade, ainda não encontrei a melhor definição Certas são somente no corpo as marcas da paixão E um infinito amor no coração!
Já que o destino adverso preparou-nos seu plano de traição Fez-nos retornar a nossa realidade, consigo trazendo alguma desilusão: Pois, se dantes éramos sentimentos e ardentes sensações Agora a distância, com voraz apetite, nos arrasta para uma qualquer solidão E o meu ser, talvez mais que o teu, reclama por não mais viver num turbilhão de maravilhosas emoções. E uma amarga saudade daquilo que se foi sobrepõe o tênue resquício de razão Porque embora nunca tenha parecido nosso encontro tola ilusão Afinal, inexistindo plausível explicação houve entre nós uma estranha identificação – Ouso fazer-te uma confissão: “Viver o platônico, sem o toque das tuas mãos Dói e dilacera meu coração, sem perdão ou compaixão...”
Sinto-me encerrada numa fria prisão, Reprimida e escondida de toda uma bela vida de ação Vez que não sentir teu corpo conduzir o meu até a exaustão
Aniquila de meus versos todo nexo e significação, Faz tropeçar minh’alma por caminhos de escuridão, E põe-me a vagar perdida em meio à correria de toda multidão. Contudo, em mim resta uma vã esperança - é o máximo de minha expressão... Entendo que neste mundo, não há vidas em vão – todos temos uma celestial missão Fomos e Somos UM por uma divina razão - Ainda que em nós nada exista desta percepção, Fadados estamos a uma extraordinária perfeição, Devendo apenas lutar por aquilo que nos acendeu tal paixão.
February 17 Diário de bolso...
Doces foram os beijos trocados que, no entanto, Perdidos restaram... num canto especial guardados E sempre lembrados em todo findar de noite. Por certo, tu venceste. Profundas marcadas em mim deixaste, Teu cheiro almiscarado Teu gosto enraizado Na minha memória presentes Imagens de corpos ardentes Tudo em mim está diferente Verdade que nada foi premeditado Mas a vida tem dessas coisas, torna-nos seres amados E amantes... Para de repente Se o destino não for conivente Subtrair-nos do sublime momento de pelo amor sermos usados Não tenho culpa, tampouco és tu o culpado...tudo agora é passado
Menos o amor que permanece dentro da gente
Latente, batendo forte e quente...
Trancado no livro da vida a sete chaves até
Que o tempo se encarregue e cuide da gente...
February 02 A VIDA A CRIAR
Vaguei por trilhas, como é o normal da vida Alma passiva – mais para abatida, Como quem vê na morte a última medida, E assim seguia...
Num silêncio tormentoso Na lembrança nenhum momento Glorioso...
Via o dia, o aquecer do sol não sentia Noite vinha e trazia beleza vazia... Nada às estrelas eu pedia Nenhum desejo à lua fazia...
O coração pesaroso Cheio de mágoa, insano E triste...Ninguém havia a meu lado!
Mas, enfim, porque nesta vida Mentem os que dizem: Nada se cria... Fez nascer para mim uma prenda linda: Tua vida assim para unir à minha!
Tu sabes e eu sei... Sublime força selou o nosso encontro Eis que amor assim tão poderoso Faz equilibrar o universo todo...
Amor sentido Amor perfeito Amor generoso... Dádiva do DEUS bondoso
October 31 CARTA GÊMEA/ALMA GÊMEA
Citação CARTA GÊMEA/ALMA GÊMEA September 11 DESFRUTAR IIIEntrei no teu quarto. Pressenti teus passos... Sentada na cama de calcinha e camiseta, Desperta, sozinha e à espreita Ânsia no rosto. Beleza sem par... Viajante d’além mar Dantes vida efêmera Alma nua...carta-gêmea, tua fêmea! Tu falavas e eu... Num suspiro, A cada segundo, embebia-me de ti... Sentia-me ruir...ou a alma fluir?!? Teu reflexo sob o luar um ar de sedução... volúpia e paixão... tua bronze pele reluz Desfaleço...vestígios vi da tua flor. Soltei o pensamento... Livre de constragimento - Quero-te... Tens-me, só a ti me concedo Minh’alma jubilou dedos de vivo fogo Queimou-me como rastros deixados pelo vento... Entreguei-me. Extasiado, rumei ao teu centro. Deitaste sobre meu corpo... - Perfeito contorno Um beijo na minha boca... Condenou-me à masmorra Ao prazer destinada Rendida à magia... Escrava submissa de ti, agora, cativa
Te afastaste... De repente, o negro frio. Nada mais senti. Apenas morri.
cinfdigit/drascall55 September 09 DESFRUTAR II
Tua boca... Teus olhos Não... Teu olhar Ardeu meu corpo ao espelhar-se nos teus olhos . Como um incêndio a se alastrar Minha boca, teu olhar – unem-se ardentes Paixão assim é indecente!
Boca linda... Estranho olhar Tão profundo mar Sereno olhar, vem comigo Livre Leve, solto...
Encostei teus lábios nos meus, Estremeci... sabor assim nunca senti! As mãos se entrelaçaram... E se encontraram tão belas... desejosas... Afoitas... Ah, mentes insanas...
Bebi ali todo o teu veneno... Sorvi de ti todo teu gozo Desfrutei de ti com todo gosto... Meus dedos, de início, tímidos Agora, irrestritos, seguiram busca pelos teus sítios Atrevida, desbravei de toda tua geografia... E aí, de mim, nada mais sou, senão, luxúria.
Linda mulher... Apenas mulher! Sim. Sou – vivo e desejo... Mais de mim levaste no teu peito Eu, tu, loucura voraz! Somos imorais...
cinfdigit/drascall55
|
|
|